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ESG x Sustentabilidade: Quais as diferenças?

Talvez o tema do momento seja o ESG, ocupando o lugar da Sustentabilidade nas organizações e no ambiente corporativo. Caso ainda esteja confuso sobre a diferença e as aplicações de cada um, estou aqui para dizer que tudo bem, porque os resultados finalísticos tendem a ser os mesmos.

Talvez seja um esforço mais conceitual diferenciá-los em categorias distintas como um todo, do que uma necessidade para uma aplicação prática. Por esse motivo, nota-se que não é necessário se incomodar em diferenciá-los pois ambos buscam um elemento comum para as organizações, empresas, cidades, bairros e localidades: a perenidade.


Sendo trabalhada desde a Conferência de Estocolmo em 1972, a sustentabilidade tem presença nos debates mundiais, advindo primariamente de preocupações com a preservação ambiental. Nesse sentido, a Sustentabilidade foi adquirindo uma abordagem mais holística, atuando por várias dimensões que podem ser resumidas em três mais usuais: Social, ambiental e econômico, sendo a sustentabilidade um equilíbrio entre as três. Nessa abordagem, foi sendo incluído o Desenvolvimento Sustentável como o percurso que deveria ser percorrido para atingir a sustentabilidade, entendendo que é necessário sair da inércia para buscar resultados e que não se trata de algo de apenas vontade, é necessário um percurso a ser percorrido. O ESG, no entanto, ele contribuiu bastante para trazer a sustentabilidade uma visão mais institucional da sustentabilidade.

Esse conceito foi sendo ampliado e instrumentalizado e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU como principais metas a serem buscadas atualmente, através da Agenda 2030. É possível observar também que a "sustentabilidade" nas organizações e empresas, assim como para alguns gestores e a sociedade de um modo geral, possuem dificuldades de ter seus conceitos aplicados a prática cotidiana e tendem a visualizar a sustentabilidade mais como ambiental ou ecológico, limitando assim a envergadura da implementação ou compreendendo como um gasto para sua aplicação.


Com as tendências comerciais exigindo práticas sustentáveis para equiparação de concorrência, com um público que prefere pagar mais se o papel foi ecologicamente correto. As empresas e organizações se utilizaram de outras práticas para obtenção de uma postura sustentável, que é o GreenWashing. Esse elemento ocorre quando algo diz que é sustentável, ecológico corretamente ou socialmente correto, mas não o é de fato funcionando apenas no discurso. Apenas a comunicação é feita, trazendo a organização esse benefício reputacional de modo indevido e levando os consumidores e demais stakeholders a uma visão equivocada que não é atrativo em nenhum cenário.


Nesse sentido, nota-se que a inclusão do conceito do ESG em 2004, inicialmente como um desafio proposto pela ONU para as grandes corporações financeiras de atuarem em atividades para torná-las mais sustentáveis observando questões ambientais, sociais e de governança trouxe ganhos significativos. A aplicabilidade do ESG possibilitou que a sustentabilidade fosse vista de modo mais institucional. Na prática e nos resultados tendem a serem idênticos, mas o ESG possui um apelo a definição de processo e estrutura resiliente, graças ao G de Governança, que elucida os caminhos para perenidade.


Em uma organização pública ou em uma empresa, antes mesmo de investir em projetos de grande envergadura ecológica ou ambiental, o básico bem-feito possui impacto significativo e se torna mais viável. Ao implementar a Governança e estabelecer relações mais confiáveis, integras e transparentes, a organização seja pública ou privada apresenta um ganho imensurável por fazer aquilo que se propõe a fazer de fato, com eficiência e mínimos desperdícios. Seja pela economia nos processos, seja pela valorização dos profissionais, seja pelo combate a corrupção os ganhos direitos e indiretos são plausíveis e, talvez, mais possíveis a curto e médio prazo.


Não obstante, essas temáticas mais evidenciadas ou talvez mais facilmente visualizadas com o ESG, já se encontravam presentes na sustentabilidade. nos alertando sobre questionamentos simples:

Como trabalhar o futuro das gerações, se o que é feito hoje não perdura? E como perdura sem sustentabilidade?

Logo, o ESG ressalta a importância de estruturas claras, processos para tomada de decisão, transparência e integridades como preceitos a perenidade e a resiliência e, com isso, trazem elementos chaves a busca pela Sustentabilidade.

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